Resenha O pequeno Príncipe

O inicio do filme O Pequeno Príncipe, baseou-se na obra de Saint-Exupéry, mostra que uma mesma coisa pode ter mais de um ponto de vista.

O desenho da digestão de uma jibóia, por exemplo, do ponto de vista de uma criança que acaba de descobrir que a jibóia engole sua presa inteira, tem uma representativa importância. Mas, o mesmo desenho mostrado a um adulto, perde totalmente a importância e o significado inicial, tornando-se então um mero chapéu. Tudo porque menosprezam a inteligência, a esperteza e a facilidade de captação e transformação de uma informação para conhecimento de uma criança.

Os adultos perdem com o passar dos tempos a capacidade de ver além das coisas, só vêm superficialmente. Mas tudo que inicialmente parece ser, muitas vezes não é o que pensamos nem o que vemos.

Assim foi a vida do aviador da historia. Ele foi cercado por adultos no período da infância e embora não conseguisse comprovar suas teorias, sua opinião não mudara. Percebeu que ser adulto é ser manipulado e corrompido por poder, dinheiro, golfe e política, tornando-se então um adulto razoável.

Por acidente o aviador cai no deserto do sahara e conhece um garotinho que pede insistentemente que desenhe um carneiro. O aviador explica que não sabe desenhar e que em sua vida toda só havia feito um desenho, e mostra o desenho para o menino. Pela primeira vez se desenho é reconhecido e ganha seu verdadeiro significado. O menino, diz que ele não precisa de uma jibóia e nem de um elefante, e sim de um carneiro, e que ele veio de um lugar muito pequeno e longe dali.

Os dois têm uma boa relação depois disso e o menino curioso começa a perguntar sem parar e a exigir como o desenho deve ser.

Segue a historia até que ocorre um conflito entre o aviador e a garotinho.

Desapontado e frustrado com a atitude do aviador sai correndo e vai embora. O aviador procura pelo menino preocupado. Quando anoitece o menino ressurge e os dois começam a conversar sobre o lugar de onde teriam vindo.

Ao contar sua historia, o pequenino fala de sua trajetória até chegar lá e conta então que percebendo a infelicidade, resolveu partir de seu planeta em busca de conhecimento, mesmo que para isso tivesse que deixar a rosa que deixara seu planeta mais bonito.

Assim, o filme mostra os diferentes mundos. Os quais, cada pessoa possui o seu.Há intenção de mostrar que cada pessoa vive limitada em seu mundinho pequeno, e sabendo apenas de uma única coisa. Mostra pessoas do mundo das regras, pessoas do mundo dos livros, as do mundo dos números, etc.

Esse com certeza não era o caso do jovem.

Ele era um menino ignorante por não possuir conhecimento algum. Passou de mundinho a mundinho buscando por conhecimento até chegar onde se encontrava.

Até chegar no sahara não havia descoberto nada sobre conhecimento, tão pouco algo que pudesse reverter em conhecimento.

Porém sem iniciativa não se vai e não se chega a nenhum lugar. Tem que confiar no que acredita e agir por instintos. É isso que acontece com o aviador quando tem receio de sair em busca de água. Por medo de se perder e não conseguir voltar, ele resolve não sair de onde está e a criança sai andando confiante no que acredita. Em alguns de seus conceitos.

Quando se está em um lugar desconhecido, precisa-se de cuidados. Encontramos vários tipos de pessoas. Pessoas boas. Pessoas más, que não tem boas intenções e que gera alguma influencia e que pode levar a caminhos errados.

Na maioria das vezes, as pessoas que estão deslocadas e se envolvem com essas pessoas más, podem ter desfecho de vida cruel e repentino. É sobre isso que se trata a parte do filme em que o pequeno príncipe conta que a primeira pessoa que encontrou na Terra foi a serpente.

Decepção e algo que passamos para que possamos ter algum tipo de conhecimento também. Muitas pessoas ao se decepcionar com algo se bloqueiam para não se decepcionarem e errarem de novo. Como acontece com o príncipe e a raposa.

O menino está decepcionado por descobrir que não é o único que possui uma bela rosa. Logo será como a raposa, que se bloqueia e teme em se aproximar do menino. Porém, dá dicas de como conseguir se aproximar.

Diante disso percebi que mesmo algo ou alguém que parece ser inatingível pode se tornar atingível e próximo, é só analisar e descobrir como agir.

Conclui então que só com o coração podemos ver com clareza. O essencial é invisível para os olhos e seguindo esse raciocínio só com a genialidade e inocência de criança é que podemos ver além das coisas, mesmo que ela seja cruel, triste e com probabilidade de se tornar feliz.

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